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Quarta-feira, 14 de novembro de 2007
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| ‘Matei a cobra e chupei como um macarrão’ |
Eduardo parece ser um cara boa-praça. Quase um “fanfarrão”. Ele falou da confusão em que se meteu ontem.
Comércio da Franca- O que aconteceu no estacionamento?
Eduardo - Estava tudo certinho para eu comprar a Brasília, mas meu pai não quis assinar. Daí, os caras lá (vendedores) rasgaram meu documento e me agrediram com coronhadas na cabeça. Falaram que iriam me levar para o mato e me matar. Fiquei nervoso lá. Quero a minha Brasília. Sou o filho mais velho de Deus.
Comércio - Como assim?
Eduardo - Vim para o mundo com essa missão. Já matei Satanás, Lúcifer e toda a legião de anjos. Comi ele (Satanás) igual galinha e carne de peru. Foi como se fosse uma picanha.
Simplesmente, dei um murro e achatei a cabeça dele. Tenho poderes sobrenaturais. Você percebeu que o mundo está mudando?
Comércio - O que espera do fim do mundo?
Eduardo - No fim, só quero minha Brasília. Quero sair nela e conhecer o mar. Quero conhecer o Clark Kent e toda a equipe da Warner Bros (estúdio de filmes e séries). Este é meu maior sonho, desde moleque. Admiro demais. Quero dar um selinho na Lana Lang. Vou levar minha Brasília para casa, nem que seja preciso vender minha alma de novo para Deus.
Comércio - Quando passou a ter estes poderes?
Eduardo - Faz tempo. Me lembro quando matei uma cobra, segurando assim (faz o gesto). Chupei ela igual a um macarrão. Depois, comecei a perceber que tinha uma força sobrenatural. Já fui internado muitas vezes no Alan Kardec, mas não entendia o porquê. Agora, tô aí, sei quem sou.
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