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Terça-feira, 28 de outubro de 2008
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| Agilidade marca retirada de órgãos |
Reprodução Letícia Massucato Rezende |
Em pouco mais de duas horas, equipes de médicos de São Paulo, Ribeirão Preto e Franca realizaram, simultaneamente, a retirada dos órgãos de Letícia e Alexandre. Da notificação da morte cerebral das crianças à Central de Transplantes em Ribeirão até a informação de que mãe havia autorizado o procedimento, passaram-se quase 24 horas. Ao meio-dia de domingo, Valéria Freitas decidiu doar os órgãos dos filhos. A partir de então, começava a corrida contra o tempo.
Em Ribeirão, a central localizava em sua lista de espera receptores compatíveis com os órgãos que seriam retirados - fígado, rins, pâncreas e córneas. Enquanto isso, uma equipe de médicos do Grupo Hepato (especialista em captação), de São Paulo, preparava-se para a viagem a Franca.
Às 22h40, uma van de Ribeirão Preto chegava à Santa Casa com um médico e dois enfermeiros. Ao mesmo tempo, no aeroporto de Franca, um avião da Polícia Militar trazia o médico e duas enfermeiras do Grupo Hepato. Os trabalhos começaram à meia-noite. Às 2 horas da madrugada de segunda-feira, o médico Fábio Crescentini falou contra o resultado da captação. “As condições dos órgãos eram favoráveis, os doadores jovens, sadios”.
Alexandre Freitas Massucato |
Após a coletiva, Fábio seguiu de volta ao aeroporto. Ele tinha pressa. O avião decolou pouco depois das 2h30 da manhã levando o fígado e pâncreas de Letícia. A equipe de Ribeirão Preto seguiu para o Hospital das Clínicas com os rins e córneas das duas crianças e o fígado de Alexandre.
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