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Domingo, 2 de novembro de 2008
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| Delegado vai ouvir irmãos e pai de Hélder |
Nesta semana, o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Murari, deverá ouvir os irmãos de Hélder Massucato. Se o pai dele, Augustinho Massucato, sair do hospital, também deverá ser ouvido. O delegado quer traçar um perfil do comportamento de Hélder.
“Isso (os depoimentos) vai nos levar a tentar identificar a verdadeira motivação para ele acabar com a família”, disse Murari.
Na sexta-feira, Murari ouviu o depoimento do cunhado de Hélder, de uma funcionária desse cunhado e de duas vizinhas. Descobriu que no dia da tragédia Hélder beijou a mão de Augustinho e abriu o portão para o pai sair de carro. “Costumeiramente ele acompanhava o pai pela manhãs. Naquele dia o pai o chamou e ele não quis ir, certamente se preparando para executar a família inteira”.
Ainda durante os depoimentos, o delegado descobriu que há algum tempo Hélder havia falado em suicídio. “Ele disse que se um dia fosse se matar, iria matar também todas as pessoas de que gostava”.
Os depoimentos confirmaram, ainda, que Hélder já fez uso de entorpecentes e bebida alcoólica. E, nos últimos dias, não bebeu, mas vinha tomando medicamentos antidepressivos. “Talvez isso possa ter ajudado e culminado nessa tragédia”, disse o delegado.
As testemunhas reforçaram o que Valéria Freitas Rezende, mulher de Hélder, havia falado ao delegado em depoimento informal, de que ele era uma pessoa amorosa. “Os vizinhos disseram que ele demonstrava ser carinhoso e não era agressivo”.
Márcio Murari ouviu Valéria na terça-feira, quando ela ainda estava internada. Na oportunidade ela disse que não via motivação para o crime. Ressaltou que não discutiu com o marido, nem na manhã de sexta-feira, 24, nem na noite anterior à tragédia. Nesta semana ela deverá prestar depoimento formal à polícia.
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