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Domingo, 2 de novembro de 2008
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CRIME DA OUVIDOR FREIRE Uma semana depois, pai de Hélder é internado |
Divaldo Moreira/Comércio da Franca TRISTE CENA - Augustinho Rezende chega à sua casa uma hora após o crime, no dia 24. Tragédia agravou problemas de saúde e ele precisou ser internado | Renata Modesto da Redação
Uma semana depois de perder a mulher, o filho e dois netos, o aposentado Augustinho Rezende Araújo, 77, precisou ser internado. Ele vinha sofrendo de problemas respiratórios, decorrentes de uma bronquite. Seu estado de saúde se agravou ainda mais após a tragédia protagonizada pelo seu filho, o ex-seminarista Hélder Massucato Rezende. Augustinho passou seis dias sob os cuidados dos filhos. Na última quinta-feira foi hospitalizado. Segundo familiares, ele está bastante debilitado.
Na manhã de sexta-feira, 24, Augustinho havia saído para ir ao médico. Ao retornar, se surpreendeu com o movimento que cercava sua residência. Descobriu que Hélder havia atirado na mãe, Lourdes; na mulher, a cabeleireira Valéria Freitas Rezende, 37; nos três filhos - as gêmeas Júlia, Letícia, 11, e o menino Alexandre, 7 -, e cometido suicídio. As vítimas foram baleadas na cabeça. Lourdes morreu na hora. Letícia e Alexandre tiveram morte cerebral no dia seguinte. Valéria teve alta na Santa Casa na quarta-feira. Júlia, que completou 12 anos ontem, segue internada no CTI-Infantil, em coma, respirando com a ajuda de aparelhos.
Desde a tragédia, Augustinho não voltou mais à casa. Uma pessoa da família disse que ele está muito abalado. Chegou a falar que não voltaria para o imóvel. “No começo ele falou em não voltar, mas está repensando”, disse o familiar, que pediu anonimato. A residência, de número 2538 da Rua Ouvidor Freire, esteve fechada durante toda a semana. Os filhos de Augustinho mandaram limpar a casa e recolheram o lixo.
Valéria também não voltou ao local do crime. Ela havia se mudado para a casa dos sogros (Lourdes e Augustinho) 15 dias antes da tragédia. A residência em que morava com Hélder e os três filhos, no Jardim Samello Woods, está fechada. Já no salão da cabeleireira, no Centro, as atividades voltaram ao normal. Sem Valéria. A mulher está hospedada na casa de familiares e se recusa a dar entrevistas. Disse, por meio de uma funcionária, que “falou tudo” ao delegado Márcio Murari (leia mais no apoio).
No dia em que Valéria recebeu alta do hospital - quarta-feira -, o médico neurocirurgião Sinésio Grace Duarte explicou que o projétil que atingiu sua cabeça se estilhaçou e produziu lesões em vários pontos da região temporal. “Há a possibilidade de seqüelas na visão do olho esquerdo”.
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