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Sábado, 15 de novembro de 2008
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CASO MASSUCATO Júlia melhora e deve deixar a Santa Casa em 15 dias |
Exatos 20 dias depois de ser internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, Júlia Freitas Massucato Rezende, 12, permanece em coma, mas apresentou melhora e foi transferida, na quinta-feira, para um quarto da ala pediátrica. Na manhã do dia 24 de outubro a menina foi baleada na cabeça pelo próprio pai, o ex-seminarista Hélder Massucato, perdeu entre 30% e 40% de massa encefálica e foi submetida a duas cirurgias. O neurocirurgião Sinésio Grace Duarte, que acompanha a paciente desde sua internação, disse, ontem, acreditar que em duas semanas ela poderá voltar para casa.
O fato de estar respirando espontaneamente foi a razão que permitiu a saída de Júlia do CTI. "Ela tem boa condição respiratória, satisfatória para que possa ficar em uma enfermaria. Mas não saiu do coma. Mantém um estado de inconsciência menos intenso do que o quadro inicial", disse Duarte.
O médico afirmou ainda que a paciente responde a estímulos de dor, a alguns estímulos verbais, abre os olhos, tem respostas motoras, mas os atos não são voluntários. A alimentação é feita através de uma sonda.
Segundo Sinésio, Júlia perdeu entre 30% e 40% da massa encefálica, mas este percentual só poderá ser fechado definitivamente com o passar do tempo. "A questão importante não é só o que ela perdeu pela ação do disparo. Existe também uma lesão ao lado do trajeto do projétil. Em longo prazo ela vai perder este tecido também". Esta perda, segundo o médico, resulta em uma "perspectiva grande" de seqüelas, mas não há ainda como precisar quais seriam.
Nos últimos 20 dias Júlia foi submetida a duas cirurgias. A primeira para limpeza do local por onde a bala entrou e a segunda para a descompressão do crânio. Sinésio considerou sua recuperação rápida e incomum. "Pessoas que dão entrada no hospital na situação dela, com trauma semelhante, em sua grande maioria vão a óbito".
NO QUARTO
Júlia ainda não recebe visitas. A Santa Casa - para preservar a menina e os familiares - não divulga o número do seu quarto, onde não há outros pacientes. Ao seu lado, há sempre um responsável. A mãe, Valéria Freitas, é quem passa o maior tempo no quarto da pediatria, onde é permitida a presença de um acompanhante constantemente. A assessoria de imprensa do hospital informou que não há outros pacientes no quarto.
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